CONTRIBUIÇÃO À TEOLOGIA DAS OBRAS, 1951 | por Pe. VICTOR-ALAIN BERTO

A tese do livro famoso de Dom Chautard, O.C.R., “A alma de todo o apostolado” é que todo apostolado, ou seja todo esforço em procurar obter a extensão do reino de Deus, tem por “alma”, ou seja por princípio e condição de fecundidade, a vida interior daquele mesmo que realiza esse esforço, ou seja sua união com Deus pela santidade.

Essa tese se resume em fórmulas vivas, penetrantes, nem todas inventadas por Dom Chautard; mas das quais ele se apropriou para fazê-las suas e nelas verter seu pensamento pujante, quase implacável: fortissimum genus cenobitarum, diz São Bento; Dom Chautard foi bem dessa raça, e dela imbuído até às unhas.

Uma das mais conhecidas dessas fórmulas é que “o Deus das obras não deve ser abandonado pelas obras de Deus”.

O que parece bastante evidente! “Obras de Deus” pelas quais houvesse que abandonar o “Deus das obras” não seriam, certamente, “obras de Deus”. Mas, inversamente, se as obras de Deus são verdadeiramente tais, não há perigo algum de que, entregando-se a elas, venhamos a abandonar o “Deus das obras”. De sorte que as fórmulas mais impactantes nem sempre são as mais decisivas, e esta deixa inteiro o problema, ao menos enquanto não nos tivermos explicado sobre o que é que são “as obras de Deus”.

Já o Pe. Clérissac, O.P., quarenta anos atrás, dirigindo-se a religiosos de sua Ordem, lhes dizia: Nós não somos feitos para todo o gênero de apostolado, ou mais exatamente para tudo o que leva hoje essa etiqueta. Ele sentia, pois, a necessidade de distinguir entre a etiqueta e, se nos podemos exprimir assim, a mercadoria, entre o nome e a coisa.

Na realidade, a questão é muito complexa, mais complexa até, ao que parece, do que pensava Dom Chautard. Este, mais elevado religioso do que teólogo consumado, parece ter pressentido as confusões a evitar, as distinções a assentar, antes que as determinado expressamente. Se há em seu livro, no mais tão benfazejo, não dizemos alguma fraqueza, mas talvez algo de incompleto, é aqui.

A santidade pessoal, “subjetiva” como se diria presentemente, do apóstolo, será a tal ponto necessária que nada absolutamente se pode fazer de válido sem ela, a tal ponto suficiente que qualquer coisa torna-se válida mediante ela? Não haverá lugar de fazer entrar em conta, mais do que foi feito por Dom Chautard, o valor “objetivo” das obras? Os sacramentos são santos e santificantes, mesmo administrados por um pecador. Certas obras não seriam também santas por si mesmas por assim dizer, e santificantes, independentemente da qualidade do operário? E dado que, no caso presente, haveria graus, não haveria uma espécie de escala de santidade nas obras? Sob a “etiqueta” comum de apostolado, como dizia o Pe. Clérissac, é provável que se tenham agrupado atividades desprovidas de toda a utilidade verdadeira para o reino de Deus; mas é ainda mais provável que se tenha devido agrupar atividades cuja relação com o reino de Deus, mais ou menos próxima, é, isso não obstante, sempre real. Cumpre ver isso mais de perto.

O que é o apostolado? O que é que são essas “obras de Deus” cuja soma é o apostolado? À primeira vista, é um caos: uma escola, uma sociedade esportiva, um posto de saúde, um orfeão, uma schola cantorum, um teatro, isso tudo e cem coisas mais são “obras”. Salta aos olhos que tudo isso não pode de igual maneira ser declarado “apostolado”. É preciso encontrar um sistema de medida que permita ordenar essa bagunça, estabelecer uma referência a um “primeiro analogado”, a uma espécie de ideia-arquétipo do apostolado.

E imediatamente surge a abrupta interrogação de Foch: “Antes de tudo, de que se trata?”

São tantas as respostas quantas as concepções de apostolado, e há muitas concepções de apostolado! Mas elas não se equivalem todas, e não é tão difícil descartar as más para reter a melhor.

A melhor é a mais evangélica, e a mais eclesiástica: é uma coisa só. A conduta aqui embaixo do Verbo feito carne, a conduta da Igreja, eis o “princeps analogatum”, e mesmo o “princeps analogans” do apostolado. A ideia que Jesus e sua Igreja se fazem do apostolado é a ideia verdadeira do apostolado. Essa ideia é maravilhosamente simples. O apostolado é salvar e santificar. A entrada em graça e a perseverança na graça, eis a salvação; o crescimento ilimitado na graça, eis a santidade.

Daí não se segue que se possa prontamente dividir as “obras” em duas grandes categorias: as obras de salvação e as obras de santificação. Primeiro, a continuidade da salvação e da santidade não permite uma divisão demasiado nítida, pois uma certa intenção de santidade é condição de salvação. Ademais, não há obra que assegure a salvação nem a santidade de seus membros, se ela não dá a eles a preocupação verdadeira e viva pela salvação e pela santificação do próximo. As obras ditas de piedade não escapam dessa lei, à qual estão submetidas mesmo as Ordens religiosas contemplativas. A virtude da caridade, que é contemplativa no mais alto grau, sendo rainha das teologais, é única, e não se desdobra por ter um duplo objeto, Deus e o próximo: esses dois objetos não são coordenados, mas subordinados. Por toda a parte, na Igreja recita-se o Pater noster, e a simples profissão batismal inclui o apostolado da oração e da assistência espiritual ao próximo em certas ocasiões. […]

Nem a nossa salvação, nem a nossa santidade se operam fora da Igreja. Nós nos salvamos como membros, nós nos santificamos como membros, não somente do Corpo Místico, mas regularmente da Igreja visível. […] O apostolado normal se faz na Igreja, pela Igreja, conforme a Igreja.

Pode-se dizer, portanto, ou que o apostolado consiste em fazer viverem na Igreja membros cada vez mais numerosos e cada vez mais santos, ou que ele consiste em fazer viver a Igreja em membros cada vez mais numerosos e cada vez mais santos. Como a Igreja e seus membros estão evidentemente em relação de causalidade recíproca, as duas proposições são verdadeiras. Contudo, a segunda é mais exata, nisto que ela dá prioridade na linguagem àquele dos dois termos da relação que tem a prioridade metafísica na ordem causal mais nobre, a da causalidade final. A intenção de Deus revelada em São Paulo é primeiro que tudo a de constituir para seu Filho um Corpo que seja seu “pléroma”, e uma Esposa imaculada e sem ruga. Que haja este ou aquele número de membros, que este ou aquele seja contado no número dos membros, isso não vem senão “per posterius”, no desígnio de Deus.

Que a mirada  apostólica se conforme, pois, a essa sabedoria oculta antes dos séculos! Que ela se proponha em primeiro lugar a Igreja; que o apóstolo defina seu apostolado como a sua contribuição ao crescimento quantitativo e qualitativo da Igreja, Corpo e Esposa de Cristo. Ele se colocará assim no interior da verdade, que é, também ela, “a alma de todo o apostolado”.

Se, com efeito, o apóstolo se propõe o bem dos membros acima do bem do todo, embora ele não esteja na mentira, ele não está, tampouco, na verdade toda pura e total, e ele se expõe a dois perigos.

Ele se expõe ao perigo da febre, ou ao menos da febrilidade. Querer, querer a todo o custo ganhar uma alma e aquela alma, para o bem dela considerado em primeiro lugar, é presumir uma resposta particular a uma questão aqui embaixo insolúvel, a da predestinação particular. Certamente que, na ordem da esperança, nós podemos, nós devemos presumir da predestinação dessa alma, como nós podemos e devemos presumir de nossa predestinação própria. Mas uma incerteza especulativa subsiste, irredutível; não se sabe jamais com verdadeira ciência, certitudinaliter, diz Santo Tomás, nem se um alma está ou não está predestinada, nem qual é a lei de sua maturação sobrenatural, qual será a hora de sua conversão ao bem ou de sua promoção ao melhor, nem quem será o instrumento dessas maravilhas. A esperança deve, pois, mesclar-se ao abandono aos Desígnios insondáveis. Sem isso, o apóstolo terá febre, ele quererá colher o fruto antes de este haver amadurecido, ele “atropelará a Providência”, ele procurará ver o que ele faz, apalpar os resultados, e, por vê-lo demasiado humanamente ainda, ele comprometerá inclusive o bem que ele quer. Que ele se saiba, pelo contrário, operário da Igreja, da Igreja que era antes dele e que será depois dele, que pode passar sem ele e sem essa alma particular que ele quer conquistar, ele não perde força, ele não tem menos zelo, mas ei-lo dentro da ordem, ei-lo livre, ei-lo na paciência aguardando a hora salutar, ei-lo na paz do Espírito que sem pressa fecunda o caos.

A febre não é o único perigo, nem o mais temível. Quando o demônio tentou Eva, foi seduzindo-a. Resguardemo-nos de seduzir para o bem. O bem pode não agradar de início, e se nos preocupamos em primeiro lugar com os corações que queremos ganhar para ele, a tentação vem depressa de pôr uma máscara agradável em sua face austera. Mas a agradabilidade está somente na máscara, e é à máscara que se apegarão os corações: que grande progresso! Não há sombra de dúvida de que tal “apresentação” de Cristo vai fazer nestorianos que se ignoram, que tal teoria da “adaptação ao meio” vai fazer mundanos que se ignoram; e quis-se, e acreditou-se fazer cristãos! Aqui o apóstolo não somente compromete, como perde sua obra, e acontece de ele nem se aperceber disso.

Mas que a Igreja em sua verdade seja a alma de seu apostolado, que ele tenha a solicitude pela Igreja primeiro que tudo, que ele se aplique em dar almas à Igreja muito mais para o bem da Igreja e por fidelidade ao plano de Deus que para o bem das almas e por devotamento às almas, ele terá talvez mais dificuldade, talvez menos consolação; mas o que ele fará será bem feito. Se ele se propõe em primeiro lugar a ganhar almas para a Igreja, ele poderá sem o querer, ou mesmo sem o saber, fazê-las tomar por Igreja uma caricatura da Igreja, mas se ele se propõe a fazer ser a Igreja, ele não tem como fazê-la ser diferentemente de como ela é; e ele está destarte protegido contra suas próprias fraquezas e suas próprias ignorâncias. A existência atualiza a essência sem alterá-la. A essência da Igreja não muda quando ela começa a existir num membro novo: ora, nessa passagem do essencial para o existencial consiste todo o apostolado.

Estamos agora em condições de discernir entre as “obras de Deus” e de estabelecer uma dupla distinção, de um lado entre cada uma delas e o “Deus das obras”, de outro lado entre cada uma delas e cada uma das outras.

Dado que tudo se resume em fazer existir a Igreja lá onde ela não existe, em fazê-la existir mais completamente lá onde ela existe, é de mister excluir do número das “obras de Deus” aquelas que não são aptas a proporcionar esse resultado.

Mas dentre aquelas que são próprias a isso, há ainda pelo menos dois graus, conforme sejam especificadas ao “esse” ou ao “bene esse” da Igreja por seu objeto, ou somente por seu fim. Explicamo-nos:

Certas obras são tão da Igreja, elas têm com a Igreja relação tão intrínseca, que elas são como inconcebíveis fora da Igreja: não existem coroinhas comunistas nem schola cantorum livre-pensadora. Estendamos essa observação a tudo o que concerne em particular à escola cristã ou à Ação Católica. Os dois adjetivos, embora postos como epítetos na linguagem, não designam porém qualidades extrínsecas: é intrínseco à escola cristã ser escola cristã, à Ação Católica ser católica.

Por conseguinte, toda a obra de apostolado que, pelo objeto mesmo, “ex objecto” é própria a promover a doutrina, a moral, o culto da Igreja, pertence à primeira categoria das “obras de Deus”. São as mais preciosas, as mais nobres, as mais eficazes.

Outras obras, não tendo um objeto por si situado na ordem sobrenatural, têm suas similares entre os de fora. Existem sociedades teatrais, esportivas, musicais, instituições privadas, econômicas ou sociais, inteiramente “neutras” em religião, ou hostis a toda a religião. Essas obras, entre nós, e pelo fato de serem dos nossos, levam o nome de católicas; mas aqui o epíteto designa uma relação extrínseca. As regras do jogo de futebol ou da arte dramática não mudam conforme sejam praticadas por jogadores ou atores que calhem de ser católicos, comunistas, ou budistas. Se obras tais procuram obter uma implantação ou um enraizamento mais profundo da Igreja, não é mais, como há pouco, quasi ex opere operato, mas ex opere operantis: tudo aqui depende do operário.

Não quer dizer, longe disso, que essa especificação pelo fim seja de desprezar. Existem, admitimo-lo sem hesitar dando fé àqueles que estão na labuta, existem meios tão paganizados que, antes de neles introduzir a Igreja, é preciso preparar o terreno, criar um clima favorável e, por assim dizer, coar a irradiação da luz evangélica, para não acabar cegando os olhos quase extintos. Há também, mesmo em se tratando de cristãos, aquilo que é chamado muito bizarramente de o problema dos lazeres, de que se compreende que, numa certa medida (frequentemente ultrapassada), seja preciso ocupar-se “apostolicamente”.

Essas considerações permitem prevenir um erro no qual Dom Chautard certamente não caiu, mas ao qual levaria uma aplicação intemperante de sua tese principal: Sêde santo, e fareis o bem com qualquer obra; dispensai-vos de ser santo, e nenhuma obra fará bem algum em vossas mãos. Seria uma espécie de “indiferentismo das obras”.

Não, as coisas não se passam assim, e essa preeminência dada à santidade “subjetiva” sobre o valor ontológico das obras é a ruína de toda a teologia pastoral. E quanto sofrimento isso já não causou! O raciocínio teológico demonstra, a história dos santos confirma, que é preciso, ao contrário, dedicar a mais diligente atenção à santidade “objetiva” das obras, à sua ideia imanente, à natureza de sua referência (intrínseca ou extrínseca) ao reino de Deus.

Chegamos até mesmo à conclusão, que não é paradoxal a não ser em aparência, e que na realidade é conforme à teologia mais certa, de que: quanto mais uma obra é sobrenatural ex objecto, mais ela é apta por si a fazer existir a Igreja quasi ex opere operato, e menos ela requer a santidade do operário, mais ela é capaz de suprir a esta e, por acréscimo, mais ela a suscita. A instituição salva e santifica por si mesma aqueles que ela alcança, e ainda por cima ela santifica, querendo ou não, aquele que a maneja. Nesse sentido ainda, Pascal tem razão: “Esforcemo-nos em pensar corretamente”. Uma obra bem “pensada”, ou seja, uma obra cuja estrutura é conforme ao plano de Deus, às condições de fato nas quais se encontra a matéria a ser informada pela Igreja, é uma obra que dá fruto, independentemente do operário. O que é de grande consolação, pois afinal de contas os santos são raros. É doce considerar que a sabedoria de Deus não subordinou a fecundidade das obras mais do que a validade dos sacramentos à santidade do ministro ou do apóstolo. As obras serão fecundas por si mesmas, na medida em que nelas passar algo da santidade institucional da Igreja.

Pelo contrário, se a obra não é sobrenatural senão por seu fim (e estas sem dúvida são necessárias, ao menos nós o admitimos sem discussão), é aí que a santidade “subjetiva” do apóstolo parece impor-se absolutamente. O meio não sendo aqui da mesma ordem do fim, ele tende por seu próprio movimento a erigir-se, ele próprio, como fim, a fazer esquecer, a escamotear, a devorar o fim verdadeiro, ao qual se quis de início subordiná-lo. E é, em resumo, a história de centenas e de milhares de “obras de Deus”. Certamente, onde o operário for um santo, que não perca de vista nem por um instante o objetivo supremo, que se mantenha firme no comando do navio, aí então o curso se manterá rumo ao porto. Mas, no caso contrário, que lamentavelmente é muitíssimo mais frequente, todas as tergiversações são de temer. Bordeja-se indefinidamente, mas nada de aproximar-se da enseada. Será ainda uma felicidade se o próprio operário apostólico não acabar se esquecendo de que ele partiu para chegar ao destino. Ele continua a fazer oração, a recitar rosário e breviário, a celebrar com piedade. Mas na sua obra, concretamente, não é mais o fim que lhe interessa, é o objeto; ora, por hipótese o objeto aqui não é sobrenatural e não conduz por si mesmo para o fim. Quanto tempo, quanto dinheiro, quanta fadiga, perdidos! Pratica-se o esporte pelo esporte, a arte pela arte; produz-se, com o passar de décadas, esportistas ou artistas, e a Igreja não é mais vigorosa na paróquia e, por vezes, ela o é menos. Certamente não foi a isso que se propuseram, mas concretamente, ainda outra vez, é aí que se está. Não se era um santo, e numa obra desse gênero, nada podia dispensar de ser um; não eram suficientes intenções de honestidade cristã comum. Na ausência da santidade no operário, dado que não há a santidade institucional, a obra não santifica a ninguém e tende a rebaixar o operário. O hábito, a rotina, muitas vezes um certo desencorajamento, mesclando-se a ela, o operário apostólico acaba por justificar-se a si mesmo seu próprio atolamento nos meios. E é esta ainda, em resumo, a história de um grande número. Desses desencantados do apostolado pelo cinema ou pela ginástica, não há padre com a direção espiritual de outros padres que não tenha colhido admissões de tristeza. Cumpre consolá-los, faz-se isso como se pode; também seria preciso, pois eles sentem bem que tomaram um caminho errado, empenhá-los em outro, mas a isso é raro que se os persuada. Por mais esmagados que estejam sob o peso desses meios penosos, por mais impotentes que eles sejam em extrair, das enormes máquinas que eles montaram ou que outros montaram antes deles, um proveito apreciável para o reino de Deus, eles não veem outra coisa a fazer senão continuar. Eles se consomem nisso, e uma espécie de santidade lhes advém dessa espécie de abnegação.

Haveria então que aceitar a suposição do erro que denunciamos: “Sêde santo, e qualquer coisa, seja qual for, será fecunda em vossas mãos”? De jeito nenhum, os santos não fazem “qualquer coisa”, pela razão decisiva de que os santos pensam corretamente. Se a santidade está toda contida na caridade, não é que a caridade sozinha seja por essência toda a santidade, mas é porque ela inclui todo o organismo das virtudes e dons, no primeiro escalão dos quais cumpre situar, na matéria que nos ocupa, a prudência, o conselho e a Sabedoria. Os santos pensam suas obras, e tomam o cuidado de incluir nelas desde a origem e de nelas manter o máximo de elementos sobrenaturais ex objecto, o máximo de relações intrínsecas com a Igreja. Eles são os últimos a fiar-se em sua própria santidade “subjetiva”. E nós que não somos santos, nós temos ainda mais razões do que eles para fazer como eles. Que nossas obras sejam santas da santidade institucional da Igreja, elas poderão (felizmente) prescindir da nossa e nos forçar a crescer, nós mesmos, em santidade. “Nós não podemos nada, diz a Vulgata de São Paulo, à revelia da verdade, mas, sim, na linha reta da verdade: non enim aliquid possumus contra veritatem, sed pro veritate.”

Trad. por Felipe Coelho, de: La Pensée Catholique, n.° 20 (1951) pp. 22-31.

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