A IGREJA E A OPERAÇÃO DE MILAGRES, 1917 | por Pe. SYLVESTER BERRY

Tese – A Igreja de Cristo possui santidade manifesta, isto é, ela tem poder permanente de performar milagres quando as circunstâncias os tornam necessários ou úteis

Provas

1. Da razão. A Igreja, enquanto vicária de Jesus Cristo, prossegue sua missão sobre a terra. Portanto, ela deve possuir os mesmos meios de prover sua missão e estabelecer a autoridade que o próprio Cristo usou para estabelecer a sua. Para esse propósito Cristo fez milagres; portanto, a Igreja também deve possuir o poder de fazer milagres quando as circunstâncias existem o exercício de tal poder. 

2. Da Escritura. São Paulo representa a Igreja como o Corpo de Cristo animado pelo Espírito Santo, que manifesta sua presença interior por meio dos milagres: A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar doenças, no mesmo espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz. (…) Em um só Espírito fomos batizados por nós, para formar um só corpo (…).[1]Portanto, assim como o Espírito Santo habita na Igreja para animá-la e guiá-la, devemos esperar tais manifestações externas de Sua presença e poder pela obra de milagres. 

Quando Cristo ordenou a Seus apóstolos que pregassem o Evangelho e organizassem Seu Reino, disse-lhes: Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.[2] Nestas palavras Cristo promete o poder dos milagres a seus discípulos, um poder ligado à profissão da verdadeira fé e ilimitado pelo tempo e pelo espaço. Esta promessa, como sabemos, não foi cumprida pelos discípulos de Nosso Senhor enquanto indivíduos, pelo que ninguém sustentará que todos os membros da Igreja de Cristo têm o poder de operar milagres. Portanto, a promessa deve ser cumprida nos discípulos tomados coletivamente enquanto sociedade, a qual é a Igreja, e a Sagrada Escritura testifica que assim aconteceu nos dias dos Apóstolos. Eles operaram milagres para provar sua missão e confirmar sua doutrina; desse modo muitos foram levados ao conhecimento da verdade e arrebanhados para Cristo. São Pedro curou o homem coxo no portão do Templo, e muitos dos que tinham ouvido a pregação creram; e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil.[3] Em Lida, ele também curou Enéas da paralisia e viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor.[4] Em Jope, ele trouxe Tabita de volta à vida e este fato espalhou-se por toda Jope e muitos creram no Senhor.[5] Em Pafos, São Paulo operou um milagre sobre o feiticeiro Elimas, e à vista deste prodígio, o procônsul abraçou a fé, admirando vivamente a doutrina do Senhor.[6] Escrevendo aos Gálatas, o mesmo Apóstolo apela aos milagres operados em seu meio como uma confirmação de sua doutrina: Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, acaso o faz pela prática da lei, ou pela aceitação da fé?[7]

Se os milagres foram necessários, ou pelo menos úteis, para os Apóstolos quando levavam o Evangelho àqueles que nunca o tinham ouvido, ou que negavam a missão apostólica de pregar uma nova fé, também não são igualmente necessários sob condições similares em qualquer época? Cristo não prometeu estar com a Sua Igreja por alguns anos, ou por alguns séculos somente, mas por todo o tempo, até o fim do mundo.[8]

III. Da Tradição. Praticamente todos os primeiros Padres apelam aos milagres operados na Igreja como provas de sua divina missão. Middleton, um acadêmico não católico, candidamente o admite: Deve ser confessado, em primeiro lugar, que essa reivindicação de poder milagroso, que é agora peculiar à Igreja de Roma, foi universalmente afirmada e crida em todos os países cristãos e em todas as eras da Igreja até o tempo da Reforma.[9] Tendo em vista este fato, será suficiente citar apenas um Padre primitivo sobre a matéria. Em sua obra contra as heresias, Santo Irineu nos diz: Aqueles que são verdadeiramente Seus discípulos, recebendo dele a graça, em seu nome operam milagres, bem como restauram a saúde de outros homens de acordo com o dom que cada um recebera dele. Porque alguns certa e verdadeiramente expulsam demônios, aqueles que foram purificados dos espíritos maus frequentemente também creem e passam a ser membros da Igreja… Outros curam os doentes pela imposição de suas mãos sobre eles, e os doentes são reconstituídos. Sim, além disso, como eu disse, até os mortos foram ressuscitados e permaneceram entre nós por muitos anos. O que mais devo dizer? Não é possível numerar os dons que a Igreja espalhada por todo o mundo recebeu de Deus em nome de Jesus Cristo… Os quais ela exerce dia após dia para o benefício dos gentios.[10]

Resposta às objeções 

Objeção I – Todos os membros da Igreja de Cristo são agentes morais livres, capazes de decair da graça a qualquer tempo. Portanto, tudo pode decair ao mesmo tempo, tornando a Igreja privada de santidade moral. 

Resposta – A santidade no indivíduo depende de sua própria vontade em todos os tempos; a santidade em todo o corpo dos fiéis depende da vontade de Cristo e da providência de Deus. Pela distribuição de graças eficazes Deus pode prover uma santidade infalível à Sua Igreja sem destruir a livre vontade do homem. Na Antiga Lei os propósitos de Deus acerca do Povo Escolhido não foram, e não poderiam ser, falhar, ainda que cada um dos membros da nação hebreia fosse deixado ao livre exercício de sua vontade. De igual maneira Deus levará adiante Seus propósitos na Nova Lei preservando a santidade pessoal em Sua Igreja e a livre vontade nos indivíduos. 

Objeção II – A Igreja, como Corpo Místico de Cristo, deve seguir a analogia de um corpo físico, que pode adoecer ou tornar-se malsão quando qualquer um de seus membros adoece. 

Resposta – Um corpo natural não se torna todo malsão pela condição enferma de um ou mais membros, a menos que sejam membros vitais. Na Igreja, os membros vitais são Cristo e o Espírito Santo, que são a própria Santidade. Um corpo com um membro enfermo não é perfeitamente insalubre; ele está doente porque o membro enfermo atinge todo o corpo, causando sofrimento, desconforto ou mal-estar. De igual modo, a presença de pecadores na Igreja a priva de uma santidade moral perfeita, porque, como dito acima, a Igreja tem santidade moral tanto quanto seus membros são moralmente santos. A presença de pecadores causa seu sofrimento e dor (mal-estar); ela sofre pelos pecadores como se alegra pelos bons: Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele.[11] A infecção de um membro não pode se propagar para todo o corpo da Igreja, como costuma acontecer em um corpo físico; seus poderes de resistência são sempre suficientes para prevenir tal infecção generalizada. 

Objeção III – Nosso Senhor não quis que sua Igreja tivesse poder de milagres; de fato, Ele advertiu contra os que operam grandes sinais e maravilhas, que atuariam como agentes de Satanás para enganar os fiéis: Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.[12]

Resposta – Nessa passagem Cristo adverte os fiéis contra os prodígios que os agentes de Satanás produzirão nos dias do Anticristo, para enganá-los se possível. Tais prodígios não são milagres, mas, como diz São Paulo, sinais e prodígios enganadores. Essa mesma advertência da parte de Nosso Senhor pressupõe o poder de milagres na Igreja, porque de outro modo não haveria razão para Satanás tentar tais contrafeitos. Não pode haver moedas falsas onde não há moedas verdadeiras para falsificar. As profecias do Apocalipse mostram que Satanás imitará a Igreja de Cristo para enganar a humanidade, ele estabelecerá uma Igreja de Satanás em oposição à Igreja de Cristo. O Anticristo assumirá o papel de Messias, seu profeta atuará como Papa, e haverá imitações dos sacramentos da Igreja. Haverá também prodígios enganadores em imitação dos milagres operados na Igreja.[13]

Objeção IV – Milagres não são prova de santidade, porque Cristo disse que no dia do julgamento muitos lhe dirão: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.[14]

Resposta – Nem todo milagre é uma prova de santidade na pessoa por meio da qual ele é feito. As circunstâncias e propósitos dos milagres devem ser tomados em conta. Por exemplo, a profecia de Balaão não era uma prova de santidade nele, mas as circunstâncias e o propósito da profecia deram prova inegável de que o povo de Israel estava sob especial proteção de Deus. De igual modo, um milagre operado por meio do uso de relíquias, ou pela intercessão de um santo, mostram além da dúvida que a veneração das relíquias e a intercessão dos santos são práticas agradáveis a Deus, uma vez que Ele sancionou por intervenção direta de Seu próprio poder para realizar um milagre. Quando Deus operou milagres por meio dos Apóstolos e assim trouxe muitas almas à Igreja, não mostrou assim que a Igreja é santa e agradável a Ele? O que era verdadeiro nos dias dos Apóstolos é verdadeiro em todas as épocas da Igreja.

Objeção V – Fazer milagres não é essencial à verdadeira santidade. Não é pretendido, mesmo pelos romanistas, que todos aqueles honrados pela Igreja como santos devem operar milagres.[15]

Resposta – Não há uma reivindicação de que o poder de fazer milagres constitui santidade ou que é necessário de algum modo para a existência da santidade. Milagres são simplesmente os meios, e apenas alguns dos meios, de fazer conhecer a presença da santidade em uma pessoa ou em uma instituição. Mas assim como não há necessidade de a santidade ser conhecida em todos os casos, também não há qualquer necessidade de todos os santos produzirem milagres. 

Objeção VI – Se os milagres fossem uma propriedade da Igreja, teriam de ser operados continuamente, porque uma propriedade, sendo essencial, não pode deixar de existir. Entretanto, os milagres raramente acontecem na Igreja hoje. 

Resposta – Os milagres em si mesmos não são uma propriedade da Igreja; o poder de operar milagres quando necessário constitui a propriedade que está sempre presente na Igreja. Não é necessário que tal poder seja constantemente exercido. Cristo não operou milagres em todos os momentos, mesmo tendo o poder de fazê-los em todos os momentos. Milagres são realizados na Igreja somente quando necessários de acordo com as circunstâncias do tempo e do espaço; consequentemente, eles serão mais frequentes em uma época do que em outra. Nos primeiros tempos, eram mais necessários do que no presente, porque, como diz São Gregório Magno, milagres foram necessários no início da Igreja para que a fé pudesse crescer alimentada por eles. Do mesmo modo que regamos árvores recém-plantadas até que as vemos criar raízes no solo, então cessamos de regá-las.[16] De igual modo diz Lacordaire: Quando Jesus lançou as fundações de Sua Igreja, era necessário para ele obter Fé na obra então inicial; agora ela está formada, embora ainda não completada. Tu a vês, tu a tocas, tu a comparas, tu a medes, tu julgas se é uma obra humana. Por que Deus deveria ser pródigo em milagres para com aqueles que não veem o milagre?[17]

Quando a Igreja se torna mais estabelecida e mais amplamente conhecida, a necessidade de milagres diminui, e eles se tornam menos frequentes, mas nunca inteiramente cessados. Circunstâncias diferentes dos anos futuros podem fazê-los necessários como foram nas primeiras eras da Igreja. 

Catolicidade da Igreja 

Sinopse – I. Uso e significado do termo – II. A Igreja Católica por difusão – III. Definição da catolicidade da Igreja. – IV. Catolicidade perfeita a ser alcançada 

I. Uso e significado do termo 

Um título distintivo. A Igreja tem sido chamada Católica desde os primeiros anos de sua existência. Santo Inácio Mártir, em sua carta aos cristãos de Esmirna, escrita por volta do ano 107, diz: Onde está Cristo, aí está a Igreja Católica.[18] Poucos anos depois (140 DC), uma narração dos sofrimentos e da morte de São Policarpo foi enviada a todas as paróquias da Santa Igreja Católica espalhadas pelo mundo.[19] O mesmo título é aplicado à Igreja em um antigo documento conhecido como Fragmento de Muratori, o qual foi escrito por volta do ano 200 depois de Cristo. Todos os cristãos ainda professam sua fé na Santa Igreja Católica tão frequentemente quanto recitam o Credo Apostólico, cuja data volta aos dias dos Apóstolos, ou pelo menos aos anos imediatamente a seguir. 

Desde os primeiros tempos a palavra católica foi usada como um nome próprio para distinguir a verdadeira Igreja das seitas heréticas. São Cirilo de Jerusalém assim escreve aos seus catecúmenos no ano 348: Se alguma vez estiveres peregrinando pelas cidades, pergunta não somente onde é a Casa do Senhor, porque as seitas dos profanos também chamam suas casas do Senhor. Nem perguntes meramente onde está a Igreja, mas onde está a Igreja Católica, porque tal é o nome peculiar desta Santa Igreja, a mãe de todo nós, que é a esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo.[20] De modo similar, Santo Agostinho escreve: A Igreja é chamada Católica por todos os seus inimigos como por seus próprios filhos. Quer queiram, quer não queiram, heréticos e cismáticos, quando falam àqueles que estão fora de suas seitas, não podem chamar a Igreja por outro nome que não católica, porque não seriam entendidos a menos que usassem o nome pelo qual a Igreja é conhecida em todo o mundo.[21]

Significado da palavra católica. A palavra católica é derivada do Grego, e quer dizer aquilo que abrange tudo, que engloba tudo. Assim, catolicidade implica universalidade de algum tipo. Quando aplicada à Igreja, ela pode significar (a) que a Igreja deve durar por todo o tempo; (b) que ela ensina todas as doutrinas de Cristo e usa os mesmos instituídos por Ele para a salvação; (c) que ela é destinada a todos os homens; ou (d) que ela está espalhada por todo o mundo. São Cirilo de Jerusalém brevemente explica a Catolicidade da Igreja nestes variados sentidos: É chamada Católica porque está espalhada por todo o mundo, de um a outro confim da terra; porque ensina universal e completamente uma e todas as doutrinas que chegaram ao conhecimento do homem acerca das coisas visíveis e invisíveis, celestiais e terrenas; porque leva toda a raça humana, governadores e governados, instruídos e rudes, à sujeição à divindade, porque universalmente trata e cura toda classe de pecados cometidos pelo corpo e pela alma, e porque possui em si mesma toda forma de virtude nomeada, em atos ou em palavras, e em todo tipo de dons espirituais.[22]

Catolicidade de difusão. A ideia de difusão ou de extensão em todo o mundo tem predominado tanto na noção de universalidade que o termo católica é agora usado quase exclusivamente nesse sentido. As outras formas de universalidade são facilmente identificadas com outras propriedades ou atributos da Igreja. A universalidade temporal é simplesmente a perpetuidade da Igreja; a universalidade de doutrina e meios de salvação pertencem à unidade perpétua na fé e na adoração. 

A Catolicidade de difusão pode tanto de jure quanto de facto. A Igreja é católica ou universal de jure(de direito) porque é destinada à salvação de todos os homens, e, portanto, dotada da habilidade de se espalhar por todas as partes do mundo para cumprir tal missão; ela é católica de facto (de fato) quando realmente difundida ou espalhada por todo o mundo. Todos aqueles que admitem que Cristo fundou uma Igreja para todos devem admitir que ela é católica de jure, que foi destinada por Cristo para levar a salvação a todas as nações, e que foi consequentemente dotada da habilidade de se espalhar pelo mundo com esse propósito. Assim, a catolicidade de jure é uma propriedade essência possuída pela Igreja de Cristo desde o primeiro momento de sua existência. É imediatamente evidente que a catolicidade de facto deveria surgir somente com o decorrer do tempo, e gradualmente seria aumentada no decorrer dos séculos, até que a Igreja se tornasse completamente católica, englobando todas as nações, tribos e línguas. Portanto, a catolicidade de facto não é uma propriedade essencial da Igreja no sentido de que deve estar presente em todos os tempos desde o princípio; é uma propriedade essencial no sentido de que necessariamente decorre da própria natureza da Igreja como sociedade destinada a levar o Evangelho a todas as nações. Começando em Jerusalém, a Igreja foi levada a todas as partes do mundo conhecido e estendeu seus tanto quanto novos países foram descobertos; então, uma vez espalhada pelo mundo, nunca foi reduzida aos limites estreitos de uma nação novamente, ou a uma porção relativamente pequena do mundo. Isso é claramente indicado pela parábola do grão de mostarda, a menor de todas as sementes, ainda que gradualmente gere uma árvore maior que todas as ervas, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos.[23] A mesma ideia é expressa por Daniel quando ele compara o Reino Messiânico a uma pequena rocha que se tornou uma alta montanha, ocupando toda a terra.[24] O próprio Cristo claramente indicou a progressiva expansão de Sua Igreja quando disse aos Apóstolos: Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo. Muitos outros textos da Escritura podem ser citados acerca dessa matéria, mas esses poucos são suficientes.[25]

Todos os cristãos admitem que a Igreja de Cristo deve ser de facto universal em algum sentido, mas os protestantes sustentam que a Igreja Católica é algo intangível do qual todas as Igrejas Cristãs não são nada mais que muitas partes. Já está provado que a Igreja de Cristo é uma sociedade visível que possui completa unidade em governo, fé e adoração. Portanto, se a Igreja deve ser católica de fato, seus membros e todas as suas partes espalhadas pelo mundo devem estar unidas de modo a formar uma única sociedade, uma sociedade visível com unidade de governo, fé e adoração. Assim, as palavras de Santo Agostinho aos Donatistas de África: Dissensão e divisão fazem de vós hereges, paz e unidade fazem católicos. Não é suficiente para uma real catolicidade que uma Igreja tenha membros espalhados por todos os cantos do mundo; a Igreja, enquanto sociedade, deve existir nas várias partes do mundo para exercer sua autoridade e levar a missão de Cristo. Em outras palavras, a Igreja de Cristo deve ser formalmente universal. Nem meros membros constituem universalidade, nem mesmo um grande número de membros, confinados a uma porção relativamente pequena do mundo, constitui universalidade. 


[1] 1 Coríntios 12, 8-13; 27.

[2] São Marcos 16, 17. 

[3] Atos 3, 2-7; 4, 4. 

[4] Atos 9, 35. 

[5] Atos 9, 36-42.

[6] Atos 13, 12. 

[7] Gálatas 3, 5. 

[8] São Mateus 28, 20. 

[9] Discurso introdutório, p. 44

[10] Contra as Heresias, II, 32, 4; P. G. 7, 829.

[11] I Coríntios 12, 26. 

[12] São Mateus 24, 24.         

[13] Berry, The Apocalypse of St. John, pp. 138 sq. 

[14] São Mateus 7, 22-23. Palmer, Treatise on the Church, Vol. I, p. 143. 

[15] Palmer, Treatise on the Church, Vol. I, p. 143. 

[16] Homilia sobre o Evangelho, 29; P. L., 76, 1213. 

[17] Jesus Cristo, conferência II, p. 39.

[18] Epístola à Igreja de Esmirna, VIII; Funk, Vol. I, p. 283. 

[19] Martírio de Policarpo, Funk, Vol. I, 315.

[20] Catequese, XVIII, 26; P. G. 33, 1043. 

[21] De Vera Religione, 7; P. L., 34, 128. 

[22] Catequese, XVIII, 23; P. G., 33. 

[23] São Mateus 13, 31-32. 

[24] Daniel 2, 35. 

[25] Atos 1, 8. 

Trad. por Marcos Peinado, de Pe. SYLVESYER BERRY, D.D.; The Church of Christ: An Apologetic and Dogmatic Treatise, Herder Book Co., 1917, pp. 113-127.

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