O RITO DE CONSAGRAÇÃO DE ‘68 E AS ORDENS LUTERANAS, 2008 | por Pe. ANTHONY CEKADA

Em 26 de junho de 2008, o website Novus Ordo conservador Rorate Coeli publicou um artigo criticando os teólogos modernistas que promovem a ideia de que ministros luteranos possam realmente possuir válida sucessão apostólica. (Significaria isso que os sacramentos conferidos por eles seriam todos válidos.)

Vinha ele na esteira do artigo de 14 de junho de 2008 do Rorate “Got a Revolution, Got to Revolution”, uma devastadora crítica das inovações modernistas nos ritos de ordenação de 1968 promulgados por Paulo VI. O artigo aludia à controvérsia acerca da nova forma para consagração episcopal, a qual, como demonstrei em meu estudo “Absolutely Null and Utterly Void”, não especifica suficientemente a ordem a ser conferida e, portanto, torna o rito inteiro inválido. Um artigo de 17 de junho do Irmão Ansgar Santogrossi OSB prosseguia defendendo a nova forma com base no “contexto”.

Ora, isso tudo é uma justaposição muito interessante, pois os princípios da teologia sacramental pós-Vaticano II parecem realmente permitir a quem adere a eles sustentar que as ordens luteranas sejam válidas.

A razão disso é que a noção de forma sacramental essencial prontamente identificável foi substituída pelo “contexto” — na comunidade ou “igreja particular” e no próprio rito sacramental.

Esse princípio é a base da declaração do Vaticano de 2001 declarando válida uma anáfora (cânon) assíria que não continha palavras de consagração nenhumas. A tendência geral e o contexto eram suficientes.  (Para um tratamento dessa questão, ver o artigo do bispo Sanborn “O Sacrament Unholy”.)

Na ocasião, membros do establishment teológico modernista apontaram que o documento podia ser usado como ponto de partida para declarar válidas as ordens protestantes.

Esse argumento do “contexto”, é claro, parece ser o mesmo que o Ir. Ansgar usou na sua discussão anterior para defender a validade do Rito de 1968 de Consagração Episcopal: se o “spiritus principalis” na forma essencial é vago, bem, o “contexto” torna-o específico.

Só que tudo isso é impossível de reconciliar com os princípios clássicos da teologia sacramental pré-Vaticano II.

Dava no mesmo simplesmente admitirem que as regras antigas não se aplicam.

Trad. por Felipe Coelho.

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