UMA REFORMA LIVRE DE BUGNINI, 2021 | por INTROIBO AD ALTARE DEI

No momento da publicação desta postagem, estamos a menos de duas semanas do Domingo de Ramos. Alguns padres e bispos tradicionalistas dir-lhe-ão para ter uma Semana Santa livre de Bugnini. Eles orgulhosamente rejeitam o Ordo Revisado da Semana Santa promulgado em 1955 pelo Papa Pio XII e em vigência desde 1956. A razão primária para a rejeição das mudanças reside no fato de que em 1948 houve uma Comissão para a Reforma Litúrgica que tinha como secretário o Pe. Annibale Bugnini, o homem que seria mais tarde o autor primário da Missa Novus Bogus de 1969. 

Annibale Bugnini (1912-1982) foi um padre e um teólogo. Ordenado em 1936, obteve seu doutorado em Sagrada Teologia no Angelicum em 1938. Ele teve um papel importante na elaboração da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, produzida pelo Latrocínio Vaticano II. Em janeiro de 1964, Montini (“Papa” Paulo VI) designou Bugnini como secretário do Concílio para a Implementação da Constituição sobre a Liturgia. Em 13 de fevereiro de 1972, Montini em pessoa “consagrou” bispo a Bugnini de acordo com o defeituoso e inválido rito que o falso papa aprovara em 1968. Há uma evidência substancial de que Bugnini foi um maçom, acusação por ele negada. De acordo com o historiador Yves Chiron, Bugnini respondeu: “Eu jamais teria dado esse passo”. (cf. Annibale Bugnini: Reformer of the Liturgy [2016], pg. 174) Tal resposta é bastante reveladora. Mais do que uma forte condenação de uma sociedade secreta satânica, ele faz parecer que se absteve de fazê-lo por alguma “razão pragmática”. Mesmo se, ad arguendo, Bugnini não fosse um maçom, foi um acérrimo modernista que odiava a fé católica e que tinha a reputação de ser um enganador.

A Sociedade São Pio V (SSPV), junto ao Bispo Dolan, ao falecido Pe. Cekada e a outros clérigos tradicionalistas, afirmam que a Semana Santa Reformada foi obra do maçom e modernista Bugnini. O Bispo Dolan escreveu um artigo intitulado Mudanças Litúrgicas Pré-Vaticano II: Caminho para a Nova Missa, tendo como primeiro subtítulo: Foram Pio XII e João XXIII? Ou na verdade Bugnini? (cf. traditionalmass.org/articles/article.php?id=36&catname=6). Roncalli (João XXIII) não é uma preocupação porque ele era um falso papa, e todas as mudanças feitas por ele na liturgia devem ser ignoradas como se ele não tivesse autoridade para mudar nada. Entretanto, a menos que você seja um Antecipador de Vacância (isto é, alguém que antecipa o tempo de vacância papal para antes de 1958), então os ritos reformados da Semana Santa devem ser aceitos, correto? 

O que à primeira vista parece óbvio se torna um ponto forte de contenda para esses clérigos. Eles fazem várias afirmações segundo as quais a Semana Santa pré-Pio XII deve ser usada, tais como: 

  1. Bugnini, o maçom/modernista, estava por detrás da Reforma da Semana Santa e a criou;
  2. Os Rito Reformado da Semana Santa levam à abominação do Novus Bogus;
  3. O Rito Reformado contém princípios que se tornaram danosos ao longo do tempo e assim deixaram de obrigar;
  4. Nós não podemos apelar ao último Papa verdadeiro como guia, visto que não estamos certos de que Roncalli e Montini (no princípio) não foram verdadeiros Papas, então se apelamos ao padrão do último Papa verdadeiro, terminaremos com as mudanças que ocorreram até o início de 1964. Tais mudanças foram destrutivas;
  5. A epiqueia nos diz que se tivéssemos um verdadeiro Papa (Pio XII) ou um sucessor verdadeiro seu, eles aboliriam o Rito Reformado à luz do que sabemos agora;
  6. O Rito Reformado carece da estabilidade necessária para que uma lei seja mantida;
  7. A Igreja não tem autoridade para modificar a liturgia, especialmente tais nobres ritos oriundos da antiguidade. 

Nem tudo o que está acima vem do bispo Dolan ou da SSPV, mas é um compêndio das razões que tenho ouvido ou lido de todos aqueles que rejeitam a Semana Santa de Pio XII. A Congregação de Maria Rainha Imaculada (CMRI) e outros clérigos tradicionalistas independentes aceitam a Semana Santa de Pio XII. Se deve haver unidade entre os tradicionalistas para voltar a um verdadeiro Papa, penso que a concordância acerca da Semana Santa é um bom lugar para começar. Como o Pe. DePauw me disse: “Devemos aceitar tudo que como havia na Igreja em 9 de outubro de 1958 [dia da morte do Papa Pio XII] e rejeitar tudo que veio depois”. Penso que esse é um bom princípio inicial. Neste artigo, demonstrarei por que motivos a Semana Santa Reformada do Papa Pio XII deve ser aceita pelos tradicionalistas.

Há uma consideração para ser tida em mente: todo o clero que rejeita a Semana Santa Reformada aceita o Papa Pio XII como último verdadeiro Papa conhecido da Igreja Católica Romana, que reinou de 2 de março de 1939 a 9 de outubro de 1958.

A Igreja pode mudar a Missa e/ou outros ritos litúrgicos?

1. A Igreja não pode mudar a substância dos sacramentos

É bem conhecido que não pertence à Igreja qualquer direito de inovar qualquer coisa na substância dos sacramentos (S. Pio X, Ex Quo Nono, 1910). 

Destes sacramentos instituídos por Cristo Nosso Senhor, a Igreja no curso dos séculos jamais os substituiu por outro, nem poderia fazê-lo, uma vez que, como ensina o Concílio de Trento (Sessão VII, cânon 1), os sete sacramentos da Nova Aliança foram todos instituídos por Jesus Cristo Nosso Senhor, e a Igreja não tem o poder sobre a substância dos sacramentos, isto é, sobre aquelas coisas que, como provam as fontes da Divina Revelação, o próprio Cristo estabeleceu para serem mantidos como sinais sacramentais… Se isso (a entrega dos instrumentos do sacrifício) foi uma vez necessário mesmo para a validade pela vontade e ordem da Igreja, todos sabem que a Igreja tem o poder de mudar e de revogar o que ela mesma estabeleceu (Sacramentum Ordinis, Pio XII, 30 de novembro de 1947, parágrafos 1 e 3, ênfase do autor). 

2. O que constitui a substância dos sacramentos? 

De acordo com o teólogo Leeming: “Aquilo que Cristo mesmo instituiu… Pelo senso comum dos teólogos, uma definição mais específica deve incluir o significado do sacramento, isto é, o que o sacramento deve operar, que graça deve conceder; cujo significado deve ser expresso em algum rito externo” (cf. Principles of Sacramental Theology, 1956, pg. 424). 

Portanto, a Igreja não pode substituir o pão e o vinho para a Eucaristia, nem modificar as palavras da Consagração, nem poderia substituir água por leite para o batismo ou substituir a fórmula trinitária por outra.

3. O Papa tem a autoridade para mudar qualquer rito desde que mantenha a substância dos sacramentos intocada. 

O cânon 1257 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelece que Somente a Sé Apostólica tem o direito de regular a liturgia [isto é, o ritual do culto público] e de aprovar livros litúrgicos (cf. Abbo e Hannon, Os Cânones Sagrados, 1952, 2/512). 

Disso decorre que somente o Soberano Pontífice tem o direito de reconhecer e estabelecer qualquer prática que toca o culto a Deus, de introduzir e aprovar novos ritos, bem como de modificar aqueles que segundo o seu julgamento necessitarem de modificação (cf. Pio XII, Mediator Dei, parágrafo 58, ênfase do autor). 

4. O Concílio de Trento não proibiu mudanças na missa e nas cerimônias litúrgicas. 

Cânon VII. Se alguém disser que as cerimônias, vestimentas e outros sinais externos dos quais a Igreja Católica faz uso na celebração das missas são incentivos à impiedade, mais do que sinais de piedade, seja anátema. 

Esse cânon de nenhum modo estabelece ou implica que, ao fazer mudanças, o Pontífice que faz tais mudanças está afirmando eu as antigas cerimônias, vestimentas ou sinais eram defeituosos ou incentivos à impiedade. 

5. A bula Quo Primum do Papa São Pio V não proscreve futuras mudanças na Missa. 

O Pe. DePauw usou a Quo Primum (1570) como um meio de levar as pessoas para fora da Seita do Vaticano II. Quando o clero local da Seita do Vaticano II dizia às pessoas que mantivessem distância do “cismático, maldoso e desobediente”, Pe. DePauw, ele citava a Bula de São Pio V para dizer que todo padre pode oferecer a verdadeira missa! Assim disse o Papa São Pio V! Para os católicos simples, com pouca formação teológica e desejosos de permanecer fiéis à Igreja, isso serviu para acalmar suas mentes e eles de um modo geral ignoraram o clero traidor da Seita do Vaticano II. O próprio Pe. DePauw (como canonista autorizado antes do Vaticano II) sabia que isso não significa que nenhuma mudança poderia ser feita, mas apenas que mudanças não católicas estão excluídas como a Igreja sempre ensinou. A linguagem da Quo Primum soa premonitória: 

Quanto à presente Constituição, que será válida perpetuamente, Nós ordenamos e decretamos que nada deve ser acrescentado ao Nosso missal recentemente publicado, que nada deve ser dele omitido ou modificado, sob pena de Nossa indignação… 

Portanto, a ninguém seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição. Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra essas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus Bem-Aventurados Apóstolos Pedro e Paulo. 

Válida perpetuamente não significa que não pode ser modificada no futuro, nem a ninguém seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição significa que um futuro Papa não pode modificá-la. Isso é o que chamamos em direito civil de linguagem típica. Significa que nenhum clérigo, exceto o Papa São Pio V ou um futuro Papa, pode mudá-la. Como sabemos que esse é o caso?

1. Nenhum canonista ou teólogo jamais ensinou que a Quo Primum queria dizer que a Missa nunca poderia mudar. Ninguém sequer deu a esse documento um segundo entendimento até que o Pe. DePauw o usou para um fim específico quando a Grande Apostasia começou. 

2. O Papa Pio XII e o Código de Direito Canônico cairiam em erro ao ensinar que o Supremo Pontífice pode reconhecer e estabelecer qualquer prática tocante ao culto de Deus, introduzir e aprovar novos ritos, bem como modificar aqueles que segundo o seu julgamento necessitarem de modificação. No entanto, não estão errados porque a Igreja é infalível em Suas leis disciplinares universais, como o Código de Direito Canônico de 1917. (Veremos mais sobre esse aspecto da infalibilidade mais tarde)

Nas próprias capas de todo Missale Romanum pré-Vaticano II, após a Quo Primum, está o decreto Cum Sanctissimum, do Papa Clemente VIII (1604). Apenas trinta e quatro anos depois da Quo Primum mudanças foram feitas. Alguns afirmam que tais mudanças foram meras restaurações de acréscimos ao Missal e que nada foi adicionado. Isso é comprovadamente falso. Para dar apenas dois exemplos de adições: 

1570: A oração de Santo Ambrósio, Summe Sacerdos, não é dividida em partes. 

1604: A Summe Sacerdos é dividida em seções para vários dias da semana. 

1570: As rubricas gerais não são numeradas. Não há menção ao toque dos sinos, ao incenso ou aos portadores de tochas. 

1604: As rubricas gerais são numeradas. Toque dos sinos, incenso e portadores de tochas são incluídos nas rubricas junto a adições, como a preparação requerida para o altar. 

(cf. Paul Cavendish, artigo para Altar, n° 1, 1994, “The Tridentine Mass”) 

5. Isso não justifica a Missa Novus Bogus? Por que se opor à ela?

Não justifica em nada o Novus Bogus por duas razões: 

(a) Ela não foi promulgada por um verdadeiro Papa e foi baseada em decretos heréticos de um concílio criminoso que não tinha autoridade;

(b) Mudou a substância dos sacramentos e incentiva a impiedade. 

A Igreja é infalível em suas leis disciplinares universais

Segundo o teólogo Van Noort, A infalibilidade da Igreja se estende à sua disciplina geral… A Igreja não jamais pode sancionar uma lei universal que estaria em desacordo com a fé, com a moral ou que por sua própria natureza conduza ao prejuízo das almas… A infalibilidade da Igreja se estende à sua disciplina geral… Pelo termo disciplina geral da Igreja designamos aquelas leis eclesiásticas feitas para a direção do culto cristão e da vida cristã. (cf. Dogmatic Theology, 2:114-115; ênfase do autor)

Segundo o teólogo Hermann, A Igreja é infalível em sua disciplina geral. Pelo termo disciplina geral entendemos as leis e práticas que pertencem ao ordenamento externo de toda a Igreja. Tais coisas são aquelas que concernem tanto a adoração externa, como liturgia e rubricas, ou a administração dos sacramentos… (cf. Institutiones Theologiae Dogmaticae, 1:258; ênfase do autor).

Portanto ser infalível nesse sentido significa que a Igreja não pode dar aquilo que seja errôneo, mau ou impiedoso. Isso não significa que uma certa cerimônia, uma vez adotada, não pode ser mudada pela Igreja; mais ainda, a nova cerimônia também será infalivelmente garantida contra o erro, o mal e a impiedade. Corolário lógico: se a Semana Santa foi aprovada por um verdadeiro Papa (Pio XII), então deve ser boa, santa e católica. 

Objeção: Bugnini estava por detrás de tais ritos, e modernistas/maçons são maus.

Sim, Bugnini foi um dos criadores principais, mas um verdadeiro Papa é protegido pelo Espírito Santo de todo erro ao promulgar leis universais disciplinares para o culto cristão (Universal significa que não é limitado a um território particular, não que é vinculativo para todos os católicos. Assim, uma vez que o Rito Reformado da Semana Santa é vinculativo para todos os católicos de rito latino, é uma lei universal ou geral da Igreja – cf. Bouscaren, Canon Law: A Text and Commentary, 1951, pg. 27). Nem tudo que veio dessa Comissão foi aprovado. Bugnini estava sem dúvida tentando pôr algumas coisas ruins junto a coisas boas. No entanto, o Espírito Santo permitiria somente que as partes boas fossem promulgadas. Se Pio XII era Papa, o Espírito Santo protegeu tudo que ele fez na liturgia. Bugnini pode dizer que dois mais dois são quatro e não estará automaticamente errado por ser um maçom.

Em seu artigo, “The Pius XII Reforms: More on the Legal Issue”, o Pe. Cekada escreve: A legislação litúrgica dos anos 1950 introduziu essas coisas aqui e ali, e em uma base limitada. Tomadas individualmente, nenhuma era má em si. (cf. traditionalmass.org/images/articles/P12MoreLegal.pdf)

Então como se tornaram nocivas como um todo? Não é feita nem sequer uma tentativa de explicá-lo por aqueles que rejeitam os ritos pianos. Ironicamente, vem depois do que equivale a uma ladainha de acusações sobre o que está seriamente errado e/ou deficiente em vários aspectos da Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo reformados. Pe. Ricossa, em seu artigo “Liturgical Revolution”, faz uma lista em tópicos de doze outras inovações da Semana Santa de 1955, todas as quais foram usadas e aproveitadas nos ritos da Semana Santa de 1955 para testar experiências revolucionárias [modernistas] antes de aplicá-las a toda a liturgia. Mesmo assim, nenhuma dessas inovações (estamos certos) foi má em si mesma. Contudo, tomadas como um todo (estamos ainda mais certos), tornaram-se más ao longo do tempo

Em seu artigo há pouco referenciado, o Pe. Cekada lista certos falsos princípios e práticas, tais como: o vernáculo pode ser uma parte integral da liturgia, o papel do sacerdote é reduzido, a participação leiga deve ser idealmente vocal etc, muito semelhante ao Pe. Ricossa. Tais práticas foram incorporadas ao Novus Bogus de 1969. Se um princípio é errado, é sempre errado, não se torna errado. Se o vernáculo não pode jamais ser parte integral da liturgia, então isso era errado quando o Papa Pio XII o introduziu, o que é impossível, a menos que você queira dizer que ele não foi Papa. Para dar outro exemplo, se a genuflexão para os judeus na Sexta-Feira Santa é falsa em princípio, como podia ser boa em si mesma em 1956, mas exatamente a mesma prática de algum modo se tornar má em 1969? Tinha de estar errada quando o Papa Pio XII a promulgou em 1955 (impossível a menos que você seja um Antecipador de Vacância), ou nunca foi errada. 

A aplicação do princípio pode ser errada, mas não o princípio em si mesmo. Portanto não havia nada que podia se tornar nocivo. Para usar uma analogia, rezar aos santos é bom e laudatório. Certos hereges anglicanos da Alta Igreja oferecem sua liturgia herética e inválida em honra a São Tomás More como Mártir da Reforma (sic). Essa desonra feita a São Tomás More por um falso culto que o iguala àqueles que foram protestantes de nenhum modo derroga o princípio de que rezar aos santos é bom, nem significa que honrar a São Tomás Moro de algum modo pode se tornar prejudicial pelo que alguns hereges fazem. 

Portanto, a Semana Santa de Pio XII não pode ser má se foi promulgada por um verdadeiro Papa. Seus detratores também falham miseravelmente em sua tentativa de provar que ela se tornara nociva ao longo do tempo.

Objeção: Bem, então o que pensar sobre as posteriores mudanças de João XXIII e Paulo VI? Roncalli pode ter sido Papa, e talvez mesmo Montini pode ter sido antes de assinar a Lumen Gentium em 1964. Por que não segui-las?

Eu não creio nem por um segundo que Roncalli ou Montini tenham chegado ao Papado. Concedendo, ad arguendo, que tenham, nós entretanto temos boas razões para duvidar da validade das eleições de Roncalli e Montini sob vários aspectos. Como explica o teólogo Szal, Nem há qualquer cisma se alguém meramente transgride uma lei papal por considerá-la muito difícil ou porque lhe recusa obediência na medida em que suspeita da pessoa do Papa ou da validade de sua eleição, ou se alguém resiste a ele como chefe civil de um Estado. (cf. The Communication of Catholics with Schismatics, CUA Press [1948], pg. 2, ênfase do autor). Uma vez que podemos suspeitar das eleições de Roncalli e Montini, podemos seguramente desobedecer às suas “leis” em qualquer nível. Não ocorre o mesmo com o Papa Pio XII.

Objeção: Pio XII talvez não tenha assinado realmente sua aprovação. Ele estava doente e talvez fora de seu perfeito juízo ou manipulado. 

Isso é mera especulação sem qualquer evidência. Sem evidência contrária, devemos aceitar que o Papa Pio XII estava em seu perfeito juízo. Somente um psiquiatra qualificado àquela época poderia fazer tal determinação. Além disso, há dois fatos que pesam muito contra a ideia de que Pio XII não estava em seu juízo perfeito: a) Mesmo os detratores da Semana Santa Revisada admitem que as mudanças não são más em si mesmas; b) Nenhum católico ficou chocado ou se opôs a elas como aconteceu com o Novus Bogus em 1969. Tivesse o Papa Pio XII perdido o uso da razão, ele não atuaria como Papa e Bugnini teria feito mudanças que seriam más por si mesmas. Finalmente, um verdadeiro Papa é protegido pelo Espírito Santo contra manipulação nessas matérias. 

A Semana Santa Revisada leva ao Novus Bogus?

O dogma do purgatório leva ao protestantismo? Esse é um argumento ridículo. Princípios adequados foram mal aplicados. Para ajudar as pessoas a entenderem os Sagrados Mistérios de três dias do ano, o vernáculo foi usado em algumas partes. Isso dificilmente se traduz em lançar fora o latim e usar apenas o vernáculo a todo momento. Pe. Cekada produziu um vídeo em que concede que as mudanças feitas não foram más ou heréticas, mas uma vez que Montini afirmou que foram o primeiro passo para a “missa” Novus Bogus, elas não devem mais ser usadas porque dão credibilidade a essa noção. Pio concorda, e o Pe. Cekada volta a 2018. O vídeo pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=vmsEOsohZKM. De fato, o argumento funciona no sentido exatamente oposto àquele que estabelece o Pe. Cekada. Uma vez que as reformas de Pio XII não foram os primeiros passos para a Nova Missa, Montini mentiu (nenhuma surpresa aqui). Mas recusar usar tais reformas faz a sua rejeição parecer proceder do fato de que elas foram os primeiros passos para a Missa Novus Bogus. Por que mais você as deveria rejeitar? Mais ainda, por favor, explique-me como uma falsa missa de um falso papa criada por uma falsa seita podem nascer de verdadeiras reformas feitas por um verdadeiro Papa. Isso não faz sentido. 

Hereges rotineiramente apelam para verdades com o fim de justificar sua heresia. O pérfido documento Lumen Gentium do Vaticano II contém a eclesiologia herética que é a base da seita do Vaticano II. Há neste documento do inferno citações de Santo Tomás, do Papa Pio XII e do Papa Leão XIII (para citar apenas três autoridades católicas e ortodoxas). Os ensinamentos de Santo Tomás, Pio XII e Leão XII levam de algum modo à eclesiologia herética do Vaticano II? A própria ideia é absurda. 

Os ritos de Pio XII cessaram de obrigar? 

Há duas razões dadas pelo argumento de que o Rito Revisado cessou de obrigar: a) Tornaram-se nocivos ao longo do tempo (já mostrei que isso é falso); b) Carecem de estabilidade e não foram feitos para serem permanentes. O Código de Direito Canônico trata das leis que cessam de obrigar intrinsecamente no cânon 21. De acordo com os canonistas Abbo e Hannon, Deve haver em toda lei um elemento de permanência. Mas isso não é necessário para que a lei seja perpétua… Uma lei cessa de existir quando cessa de ser razoável… Quando não todo o propósito, mas apenas uma parcela do propósito da lei é derrubado, a lei sobrevive… (cf. The Sacred Canons, 1952, 1;43-44). Estabilidade é algo que uma lei deve (mas não obrigatoriamente) ter, e não há prazo definido. A Semana Santa de Pio XII esteve em vigência por cinco anos antes de Roncalli começar a causar danos reais. São cinco anos tempo suficiente para dizer que cessa de obrigar? Não há citação de nenhuma autoridade competente por nenhum dos clérigos Anti-1955 que traga um prazo definido. Também não há nenhuma tentativa de mostrar que a lei é a) irracional ou b) que perdeu todo o seu propósito. 

Objeção: O que pensar sobre a epiqueia como base da rejeição? 

De acordo com o canonista Bouscaren:

Epiqueia é uma interpretação que isenta alguém de uma lei contrária às palavras claras da lei e de acordo com a mente do legislador. É evidentemente algo muito excepcional. Pode ser usada com discrição prudente, e se justifica apenas num caso particular em quê: a) A interpretação estrita da lei causaria grande dificuldade; b) tendo em conta a interpretação usual, pode-se presumir com prudência que, num caso específico, o legislador não desejaria que a lei fosse rigorosamente aplicada (cf. Canon Law: A Text and Commentary, 1951, pp. 33-34).   

Deve-se tomar muito cuidado ao invocar a epiqueia, pois como notam os teólogos McHugh e Callan: 

Há o perigo de se cometer erro ao julgar que o legislador não desejaria incluir um caso sob a sua lei. Se isso não é certo, deve-se investigar da melhor maneira possível e recorrer, se possível, ao legislador ou ao seu representante para uma declaração ou dispensa. Nunca é lícito usar epiqueia sem uma certeza razoável de que o legislador não quereria que a lei fosse aplicada aqui e agora. (cf. Moral Theology, 1924, 1:141)

O ônus da prova está claramente sobre aqueles que invocam a epiqueia para que provem com razoável certeza de que o Papa Pio XII não desejaria que suas reformas continuassem em virtude de grande dificuldade ou que, tendo em vista a interpretação usual, desejaria que cessassem. Não tenho visto tal evidência, mas apenas conjectura cega e especulação. 

Um exame da Semana Santa Revisada: verdadeiramente católica

1. Por que revisar os antigos ritos? 

A Sagrada Congregação dos Ritos emitiu um documento chamado Maxima Redemptionis Nostrae Mysteria, que trouxe o Ordo Revisado da Semana Santa. Foi aprovado e promulgado por Sua Santidade o Papa Pio XII em 19 de novembro de 1955, e devia entrar em vigor na Semana Santa de 1956. Ele estabelece: 

No princípio esses ritos foram celebrados nos mesmos dias da semana e nas mesmas horas do dia em que os sagrados mistérios tiveram lugar. Assim a instituição da Sacratíssima Eucaristia foi lembrada na Quinta-Feira, à noite, na Missa Solene da Ceia do Senhor. Na Sexta-Feira, uma cerimônia litúrgica especial da Paixão e Morte do Senhor era celebrada à tarde. Finalmente, na noite do Sábado Santo iniciava-se a vigília solene, para concluir a manhã seguinte na alegria da Ressurreição. 

Mas na Idade Média, por várias razões concomitantes, o tempo para a observância da liturgia desses dias começou a ser antecipado de tal modo que, até o fim da Idade Média, todas essas solenidades litúrgicas foram empurradas para as horas da manhã; certamente em detrimento do significado da liturgia e com confusão entre os relatos do Evangelho e as representações litúrgicas referentes a eles. A liturgia solene da Vigília de Páscoa, especialmente, tendo sido tirada de seu lugar nas horas da noite, perdeu sua claridade inata e o sentido de suas palavras e símbolos. Além disso, o dia do Sábado Santo, invadido por uma prematura alegria de Páscoa, perdeu seu próprio caráter doloroso como comemoração do sepultamento do Senhor. 

Enquanto a Igreja nunca deve se conformar ao mundo, ela às vezes tem de tornar mais fácil para alcançar aqueles que mais necessitam de suas doutrinas e sacramentos. Havia muito poucas pessoas no mundo moderno, cada vez mais pagão, que poderiam conseguir o tempo de folga para participar desses direitos cheios de graça. As pessoas também precisam se levantar para trabalhar na Sexta-Feira Santa e até no Sábado, então algumas orações e cerimônias curtas são ainda santas e transmitem a verdade enquanto atendem às necessidades das pessoas. Também é mais solene celebrar a Sexta-Feira Santa durante o tempo real da morte de Cristo por nossos pecados. As pessoas poderiam agora participar da Quinta-Feira Santa e do Sábado Santo, talvez até tirando apenas meio-dia de folga e participando bem das cerimônias da Sexta-Feira Santa. 

Há uma tendência entre tradicionalistas de rejeitar qualquer mudança como má em reação à Grande Apostasia e à seita do Vaticano II. Isso me lembra o tempo da História da Igreja durante os anos 1940, quando a exposição a diferentes religiões na América, combinada aos cripto-modernistas na hierarquia, levou ao espalhamento da ideia de que a Igreja não era realmente necessária para a salvação e que qualquer pessoa podia ser salva por um “Batismo de Desejo” sucedâneo. Caindo na heresia oposta, Leonard Feeney e seus seguidores do mal negaram o ensinamento verdadeiro do Batismo de Desejo e do Batismo de Sangue em uma reação exagerada. Devemos lembrar do axioma: In medio stat veritas (No meio está a verdade). 

O Papa Pio XII reduziu o número de lições recitadas de doze para quatro, revertendo a prática de São Gregório Magno. O Santo Pontífice estendeu a duração da quaresma (portanto do jejum quaresmal) até a meia-noite, quando o Sábado Santo se torna Domingo de Páscoa. Ao fazer isso, houve quarenta dias completos de jejum, não trinta e nove e meio. A abstinência do Sábado Santo passou a ser o dia inteiro até a meia-noite também. Isso também assegurou que o Sábado Santo mantivesse seu caráter de luto, em vez de se vestir de branco e cantar aleluias enquanto o Corpo de Nosso Senhor jaz no sepulcro. 

Em 1954, o Papa Pio XII revisou o Ofício Divino, omitindo várias orações antes das horas (Pai Nosso, Ave Maria e Credo), as preces das laudas e vésperas (com algumas exceções) etc. O propósito de tais modificações, segundo a Sagrada Congregação dos Ritos, era reduzir a complexidade das rubricas a uma forma simples. Muitas dessas mudanças já haviam sido introduzidas no breviário monástico de São Pio X (não exatamente um modernista). Graças à influência dos beneditinos, Pio XII estendeu essas mudanças a todo o clero, que as recebeu para cumprir mais fiel e devotamente o seu dever de récita. 

O Papa Pio XII permitiu aos fiéis receberem a Sagrada Eucaristia na Sexta-Feira Santa na Missa dos Pré-santificados. O Pe. Ricossa se atreve a (erroneamente) afirmar que tal mudança foi condenada por São Pio X. Em seu artigo, “Liturgical Revolution”, ele diz: 

Na Sexta-Feira Santa, a comunhão é agora distribuída, o que é contrário à tradição da Igreja e condenado por São Pio X quando as pessoas lhe pediram que iniciasse essa prática. 

O decreto Sacra Tridentina: Sobre a comunhão diária e frequente, promulgado em 20 de dezembro de 1905, quando lida em seu contexto, de modo algum diz o que o Pe. Ricossa afirma que ela diz. O Jansenismo, movimento herético iniciado na França durante os séculos XVII e XVIII, desencoraja a comunhão frequente. O Papa São Pio X referiu-se ao problema em seu decreto: 

No entanto, a piedade esfriou e, devido à praga generalizada do Jansenismo, começaram a surgir sobre as disposições com as quais se deveria receber a comunhão diária e frequente, e escritores competiam entre si ao exigir condições cada vez mais rigorosas para serem cumpridas. O resultado de tais disputas foi que muito poucos eram considerados dignos de receber a Sagrada Eucaristia diariamente, e de receber deste salutaríssimo Sacramento seus mais abundantes frutos. Os outros se contentavam em recebê-lo uma vez ao ano, ou uma vez ao mês, ou, no máximo uma vez por semana. A tal ponto, de fato, foi levado o rigorismo, que classes inteiras de pessoas foram excluídas de uma frequente aproximação da Santa Mesa; por exemplo, comerciantes e aqueles que eram casados.

O Jansenismo requeria padrões tão rigorosos de preparação por causa de seu princípio global de que existem alguns mandamentos de Deus que o homem justo não pode cumprir, independente do seu desejo e esforço, como se afirma em uma das cinco proposições jansenistas condenadas pelo Papa Inocêncio X em 1653. 

São Pio X escreveu que vários de seus predecessores no Papado fizeram declarações contra essas visões rigoristas: 

O veneno do Jansenismo, entretanto, que sob o pretexto de mostrar a devida honra e reverência à Eucaristia, infectou as mentes mesmo dos homens bons, não era de maneira alguma coisa do passado. A questão das disposições para a recepção adequada e lícita da Sagrada Comunhão sobreviveu às declarações da Santa Sé, e era um fato que certos teólogos de boa reputação opinavam que a comunhão diária poderia ser permitida aos fiéis apenas raramente e sujeita a muitas condições.

O santo Papa condenou aqueles que (como os fineístas fariam) caem no extremo oposto: 

Eles mantinham que a comunhão diária foi ordenada por lei divina e que nenhum dia deveria passar sem a comunhão, e além de outras práticas em desacordo com o costume aprovado pela Igreja, eles determinaram que a Eucaristia deve ser recebida mesmo na Sexta-Feira Santa e de fato administraram-na. 

O que São Pio X condenou foi a ideia de que a comunhão diária foi ordenada por preceito divino e que, por essa razão, demandavam (e ministravam) a Sagrada Comunhão na Sexta-Feira Santa, contra a disciplina corrente da Igreja. O Papa condenou pessoas que queriam iniciar essa prática porque mantinham a noção herética de comunhão diária ordenada pela lei divina. São Pio X jamais condenou a ideia de receber a comunhão na Sexta-Feira Santa em si mesma. 

Outras sábias reformas 

Missa noturna e jejum eucarístico modificado

O Papa Pio XII modificou o jejum eucarístico porque a) Ele tinha todo o direito de fazê-lo como Supremo Legislador; b) Havia boa razão para isso. Com a crescente secularização do mundo, as pessoas tinham de trabalhar nos Dias Santos de Obrigação e às vezes aos domingos (policiais, médicos etc.), tornando-se cada vez mais difícil tirar folga e pagar as contas das suas famílias. Elas tinham de perder a Missa e rezar um rosário extra à noite ou ler devotamente o missal. O Papa Pio XII permitiu por isso as missas noturnas. O antigo jejum começava à meia-noite. Se eu estivesse trabalhando e a capela tradicionalista próxima a mim tivesse uma missa às 20h00, eu precisaria ficar vinte horas sem comer. Muitas pessoas, devido à enfermidade, à idade avançada, ou à necessidade de manter sua força para o trabalho (especialmente em trabalhos manuais), não poderiam fazê-lo. Eles teriam de ir à Missa e se abster da comunhão, ou arriscariam sua saúde e produção laboral. Com o secreto Sacra Tridentina Synodus (referenciado acima), o Papa Pio XII encorajou a comunhão frequente, não como um prêmio para os justos, mas como um remédio para o pecado. O santo disse: A Sagrada Comunhão é o caminho mais rápido e seguro para o céu. Ao mitigar o jejum para três horas antes da comunhão (água e remédios não quebram o jejum e podem ser tomados a qualquer momento), o Papa Pio XII assegurou que a vontade de Seu Predecessor fosse cumprida. Eu concordo com alguns dos meus leitores que dizem que, se você pode sem prejuízo para a sua saúde ou ocupação fazer, o jejum da meia-noite deve ser voluntariamente mantido como penitência. Aqueles que não podem fazê-lo (como minha agora falecida mãe, que foi enferma durante a maior parte de sua vida), não devem recear aproveitar-se do jejum modificado. 

O Papa Pio XII modificou algumas festas e fez algumas mudanças nas rubricas da Missa. Como eu disse acima, sim, ele o fez, e tinha todo direito de fazê-lo como Supremo Legislador. Ele instituiu a Festa do Imaculado Coração de Maria (22 de agosto) e da Realeza de Maria (31 de maio). No primeiro dia de maio, dia usado pelos comunistas domo Dia de Maio para mostrar o poder do Marxismo, Pio XII instituiu a festa e São José Operário. Aqui ele claramente mostra o entendimento correto do trabalho exemplificado por São José, oposto ao sistema maléfico de Karl Marx. Com a constituição Cum Hac Nostrae Aetate (23 de março de 1955), ele ligeiramente modificou a classificação das festas, eliminando algumas oitavas e suprimindo os últimos Evangelhos próprios pelo usual último Evangelho de São João. Nada cima faz dele um promotor da heresia ou do mal. 

Por favor, lembre-se também que a Comissão não consistiu de Bugnini sentando por si mesmo em uma sala e tentando fazer o Papa Pio XII assinar coisas promovendo o mal ou que poderiam se tornar más. Clérigos muito bons, santos, ortodoxos estavam nessa comissão para a Reforma Litúrgica e aprovaram as mudanças que foram dadas ao Papa Pio XII à sua consideração para serem promulgadas. 

Conclusão

Tradicionalistas devem unir ao redor dos Ritos Revisados da Semana Santa e manter tudo como estava quando o último Papa verdadeiro da Igreja Católica Romana, Pio XII, faleceu em 9 de outubro de 1958. Isso quer dizer que é errado ou pecado participar da Semana Santa pré-1955 da Sociedade São Pio V e similares? Diferente de certos clérigos tradicionalistas, eu entendo que não tenho autoridade magisterial e me recuso a fabricar pecados. Os ritos pré-1955 da Semana Santa são tão belos, santos e católicos quanto os ritos de Pio XII. Embora eu acredite que os ritos pianos devem ser seguidos (após muito estudo), sou somente um homem leigo que escreve em um blog. Ponto final. Não possuo nenhuma autoridade para tornar minhas opiniões vinculativas para quem quer que seja. 

Se o Papa Pio XII tivesse uma visão dada por Deus da Grande Apostasia, é possível que não tivesse feito tais mudanças? É possível que não quisesse que elas obrigassem sob as circunstâncias atuais? Improvável, mas sim, possível. Portanto, tanto quanto for possível (muitos clérigos foram aprender no seminário que os ritos de Pio XII não mais obrigam), nós não devemos chamar qualquer clérigo ou leigo de cismático por frequentar a Sociedade São Pio V ou qualquer lugar onde sejam usados os ritos pré-1955. No entanto, é minha esperança que os tradicionalistas possam todos começar a concordar em ter 9 de outubro de 1958 como referência de quando aceitamos todas as práticas da Igreja. 

Assim, durante a semana de 28 de março de 2021, quer você participe da Semana Santa de Pio XII ou da Semana Santa pré-Pio XII, lembre-se de que um verdadeiro Papa promulgou esses ritos. Como tal, você pode estar certo de que eles estão a salvo de maçons, modernistas e, claro, livres de Bugnini

Trad. por Marcos Peinado.

Um comentário em “UMA REFORMA LIVRE DE BUGNINI, 2021 | por INTROIBO AD ALTARE DEI

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  1. Muito exclarecedor e tenho certeza que a reforma de Pio XII é válida, mas também não há nada de errado preferir a pré-55. Eu particurlamente prefiro a Semana Santa pré-55, sabendo da importância e validade do Semana Santa de Pio XII. Há embates entre leigos que chegam ao absurdo sobre o assunto, com palavras duras contra a Semana Santa de Pio XII, sujando a própria imagem de um grande Papa, mesmo que atribuam toda as mudanças a Bugnini.

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