O RESPEITO HUMANO DO Pe. GABRIEL VILA VERDE

A falsa igreja do Concílio Vaticano II confunde até mesmo os seus adeptos. Não raro, os mesmos esquecem que a distinção dessa igreja com a Igreja Católica é tal que é proibido até mesmo um padre* dessa igreja mostrar-se minimamente católico. É o que aconteceu com o Pe. Gabriel Vila Verde. Até há pouco tempo atrás, o sacerdote novus ordo publicou um vídeo dizendo que os sacerdotes da dita Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) não está em comunhão com Roma e que não são verdadeiros padres, o que é verdade, evidentemente. O que foi dito não é novidade para ninguém que esteja razoavelmente instruído na fé. A situação dessa seita herética e cismática é tão grave que o próprio batismo ministrado por eles possuem validade duvidosa, como a própria CNBB em um comunicado mensal de 1973 alertou (isto é, logo após o Vaticano II).

Até aqui, nada demais, isso mostra que, apesar de ser novus ordo, ainda tem algo de católico nele que é católico, que seria denunciar os falsos pastores (isso amparado no catecismo modernista). Pastores que sequer mantiveram a validade do batismo. Imagine então o sacerdócio.

O problema é que o falso bispo modernista Dom Antônio Tourinho Neto, juntamente com o Conselho de Presbítero, o repreendeu por… ter dito a verdade. Infelizmente, ao invés do Gabriel Vila Verde despertar e perceber que não está num lugar ligado à verdadeira Igreja, mas num covil de ladrões, acabou por publicar uma nota de retratação (que pode ser lida AQUI).

Isso demonstra bem o que o Vaticano II faz (AQUI encontramos as suas heresias e erros). Documentos como a Unitatis Redintegratio e Nostra Aetate nos mostram no que o clero se transformou. Praticamente ficou proibido falar mal das outras religiões. As falsas religiões, para os modernistas, agora não devem ser expostas mais como meios de perdição ou obstáculos para a salvação, senão como caminhos distintos para o homem chegar a Deus ou mesmo como meios de salvação. Na encíclica Ut Unum Sint, de João Paulo II, lemos inclusive que até mesmo termos como “irmãos separados” deveriam ser evitados. Escreve o falso papa João Paulo II:

Acontece, por exemplo, que — segundo o espírito mesmo do Sermão da Montanha — os cristãos pertencentes a uma confissão já não consideram os outros cristãos como inimigos ou estranhos, mas vêem neles irmãos e irmãs. Por outro lado, mesmo a expressão irmãos separados, o uso tende hoje a substituí-la por vocábulos mais orientados a ressaltar a profundidade da comunhão — ligada ao carácter baptismal — que o Espírito alimenta, não obstante as rupturas históricas e canónicas. Fala-se dos «outros cristãos», dos «outros baptizados», dos «cristãos das outras Comunidades». O Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo designa as Comunidades a que pertencem estes cristãos como «Igrejas e Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica».

Deixando para trás as excomunhões do passado, as Comunidades antes rivais hoje, em muitos casos, ajudam-se mutuamente; às vezes os edifícios para o culto são emprestados, oferecem-se bolsas de estudo para a formação dos ministros das Comunidades mais desprovidas de meios, intervém-se junto das autoridades civis em defesa de outros cristãos injustamente incriminados, demonstra-se a falta de fundamento das calúnias de que são vítimas certos grupos (carta encíclica Ut Unum Sint, n. 42, 25 de maio de 1995).

Vemos um discurso muito diferente do que se via antes. Bento XV louvou na encíclica Spiritus Paraclitus o zelo que São Jerônimo tinha pela Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo quando o mesmo Santo Doutor disse que sempre se esforçou para fazer dos inimigos da Igreja os seus inimigos pessoais. Depois, João Paulo II expõe um discurso politicamente correto contradizendo Bento XV.

O que podemos concluir é que o Pe. Gabriel padeceu de respeito humano. Ele fez bem denunciar esses serviçais de Satanás que são os falsos padres da ICAB (apesar de amparado num catecismo modernista), mas foi péssimo ao dar ouvidos a um falso bispo que reprovou uma atitude que em si mesmo foi boa. Como pode ser ruim um alerta aos fiéis com respeito a uma seita herética e cismática onde nem mesmo o batismo tem a validade garantida? Isso prova que o senhor desse bispo não é Jesus Cristo. A doutrina desse bispo não é a do Verbo Encarnado, senão o do Concílio Vaticano II. Isso mostra total falta de zelo para com a fé dos fiéis.

Infelizmente, o Pe. Gabriel Vila Verde não enxergou isso. Em lugar de bater de frente com uma pessoa que não guarda a fé católica (sei que falta também a fé no Pe. Gabriel Vila Verde, mas ao menos nesse ponto fez o certo), preferiu ficar num servilismo que não agrada a Deus, pois Nosso Senhor Jesus Cristo diz que o for dito entre as paredes deve ser proclamado sobre os telhados (cf: Lucas XII, 3). A atitude de quem se apresenta como bispo não condiz com a atitude de um legítimo pastor. Uma prova disso é o que lemos na bula de excomunhão de Martinho Lutero publicada por Leão X:

Queremos tornar conhecido de todos o mesquinho comércio que Martinho [Lutero], os seus sequazes e os demais rebeldes estabeleceram, pela sua temeridade obstinada e sem vergonha, sobre Deus e sua Igreja. Queremos proteger o rebanho de um animal infeccioso, para que a sua infecção não se espalhe para as ovelhas saudáveis. Por isso, damos o seguinte mandado a todos os patriarcas, arcebispos, bispos, prelados de igrejas patriarcais, metropolitanas, catedrais e colegiadas, e religiosos de todas as ordens ― inclusive as mendicantes ― privilegiadas ou não privilegiadas, onde quer que se encontrem: que, em virtude do seu voto de obediência e sob pena de sentença de excomunhão, se assim for exigido para a execução destes decretos, anunciem publicamente e façam anunciar por meio de outros nas suas igrejas que esse mesmo Martinho [Lutero] e a sua facção são excomungados, réprobos, condenados, hereges, endurecidos, interditados, privados de bens e incapazes de possuí-los, e dessa forma elencados na execução destes decretos (bula Decet Romanum Pontificem, n. 5, 15 de junho de 1520).

Assim atua um verdadeiro pastor, não como esses falsos pastores que ocupam as dioceses e a Cúria Romana. Essas pessoas que não querem proteger o rebanho de lobos são lobos também, cúmplices dessa rapina que hoje ocorre nos ambientes que antes eram católicos. Essa gente que ocultar a verdade não trabalha para a Verdade encarnada, mas para o pai da mentira. O Pe. Gabriel Vila Verde teve uma grande chance de esmurrar a mesa e denunciar o falso pastor a quem se submeteu, mas preferiu não a autêntica obediência cristã, fundamentada na verdade, mas o servilismo iníquo.

Rezemos para que ele desperte e veja que infelizmente não serve a Igreja. Não julgo aqui as suas intenções. Se num primeiro momento denunciou os falsos pastores da ICAB, é um ótimo sinal. Mas falta também denunciar os falsos pastores para quem ele mesmo ainda trabalha, infelizmente.

___________

* Sei que não são padres validamente ordenados, mas chamo-o de padres enquanto ocupam certo cargo na hierarquia novus ordo e como são conhecidos.

Um comentário em “O RESPEITO HUMANO DO Pe. GABRIEL VILA VERDE

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  1. No começo eu ficava indignado com essas coisas insanas vindas do clero modernista, mas, pensando bem, depois de um tempo, eles estão em modo “lobo carniceiro” que só leva a dois caminhos: Acordar e continuar fingindo.

    Depois de ver o próprio Pe. Paulo Ricardo expor a Missa Nova em vídeo como não sendo Católica, usar uma flanela e deixar tudo limpinho para cada consciência, não há como descartar a índole de muitos. A verdade grita na nossa frente.

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