CENTRO DOM BOSCO: A COVARDIA DE UMA OPOSIÇÃO CONTROLADA

Recentemente, o Centro Dom Bosco (desde já, CDB) publicou uma “aula” sobre o sedevacantismo com título “Sedevacantismo: soberba, simplismo e inconsequência”, onde o Pedro Affonseca (devido a sua superficialidade extrema, não o chamo de professor) tenta persuadir sobre como o sedevacantismo é errado e perigoso, pois coloca a salvação em risco, nega o dogma dos perpétuos sucessores e blá-blá-blá.

Não me delongarei muito para comentar sobre a aula porque 90% dela foi refutada em inúmeros trabalhos espalhados por aí e não me darei a esse trabalho de juntar tudo aqui. O leitor deve ter lido boa parte delas. O que farei é comentar que eles mentiram ao dizer que o sedevacantismo começou com os padres americano em Écône (e Mons. Lefebvre estava ciente de tudo) e não com os padres mexicanos liderados por Pe. Joaquín Sáenz y Arriaga; ele insinuou que não reconhecemos a validade do sacramento do batismo na seita novus ordo; ele também omitiu que Mons. Marcel Lefebvre recomendou o pessoal do Palmar de Troya ao Mons. Thuc. Bem, não necessariamente nessa ordem e não assistirei novamente à aula para conferir. Mas vamos ao objeto principal da postagem: a parte da aula que o canal do CDB providencialmente recortou (ver AQUI).

Paradoxalmente, Pedro Affonseca nos chama covardemente de covardes. Ele nos acusa de “sairmos da Igreja”. Mas quem realmente está fora? Sabemos que uma única heresia é o suficiente para tirar a pessoa da Igreja, será que somos nós que saímos ou o clero modernista que segue o herético Vaticano II. Pedro Affonseca expôs assim o que o CDB realmente é: uma oposição controlada ou mesmo uma falsa oposição. O CDB não combate o modernismo, mas o fortalece. Ao mesmo tempo que apoia a FSSPX com sua série de aulas sobre o Catecismo Católico da Crise na Igreja, do Pe. Mathias Gaudron, apoia qualquer padre que fale contra o aborto ou ideologia de gênero como se isso fosse mais que suficiente para merecer apoio deles por mais modernista que seja o padre. Inclusive, uma prova disso é esse comentário que os mesmos fizeram nessa live do Pe. Paulo Ricardo (que o chamo de “padre” aqui porque é mais conhecido assim).

Sabemos que o Pe. Paulo Ricardo suporta totalmente o Concílio Vaticano II e o rito novus ordo e se é assim, por que raios o CDB comentou lá “Grande padre Paulo”? E isso numa live que serve única e exclusivamente para vender um curso que, em última instância, serve para defender o maligno missal de Paulo VI (sugiro o meu artigo ”DOIS RITOS, DUAS RELIGIÕES”. Isso mostra apenas que o CDB quer apenas conseguir seguidores para arrecadar dinheiro. Como é impossível agradar todos os grupos de uma vez, resolver bater em um e o escolhido foi o sedevacantismo.

Isso mostra e prova que eles são uma oposição controlada, ou falsa oposição. O CDB nos acusa de sair da Igreja, mas não acusa disso os falsos bispos e falsos padres. Eles acusam os bispos de não cumprirem o seu papel de bispo. Será porque estão desviados da fé? Eles não saíram da Igreja? Saíram porque são hereges e combatem quem quer ser católico e são amigos dos inimigos da Igreja. Mas o CDB jamais usará dessas palavras porque são um oposição controlada, como é o Pe. Paulo Ricardo, que critica a teologia da libertação sem atacar a sua raiz, o Concílio Vaticano II.

Ao apoiar padres novus ordo, o CDB dá carta branca para todos apoiarem as suas paróquias e dioceses. Eles têm mais de 300 mil inscritos e sugere a todos a permanecerem nas suas paróquias e dioceses modernistas, financiando tudo aquilo que o próprio CDB diz combater. É sempre a mesma lorota como, por exemplo, o rito novus ordo não é o problema, mas os “abusos litúrgicos”. Decerto, provavelmente nem mesmo o Vaticano II deve ser exatamente um problema para eles. Quem apoia concomitantemente um padre modernista (ainda de conservador) e uma congregação dita tradicionalista como a FSSPX, não está preocupado com a doutrina, com a Tradição. O CDB está preocupado em arrancar dinheiro dos modernistas conservadores e tradicionalistas resistentes e não guardar a fé católica. Assim pergunto ao Pedro Affonseca: quem realmente é covarde?

Eu não ganhei absolutamente nada assumindo a minha posição publicamente. Pessoas com quem guardava muito estima e carinho se afastaram de mim e quem já me via com maus olhos, hoje tem uma visão ainda pior. Assumi inúmeros riscos do ponto de vista prático e teórico. O que podemos ver é que o Pedro Affonseca não sabe exatamente do que fala. Ele quer chamar atenção, nega isso na sua aula, mas as suas obras denunciam, tal como atitudes como esse simples comentário num chat de uma live do Pe. Paulo Ricardo.

2 comentários em “CENTRO DOM BOSCO: A COVARDIA DE UMA OPOSIÇÃO CONTROLADA

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