O ERRO PESTÍFERO E A HIPOCRISIA DO PADRE FRANÇOÁ COSTA

Recentemente, o Padre Françoá Costa resolveu se juntar àqueles que querem ganhar visualizações atacando o sedevacantismo. Isso digo não porque me julgo na capacidade de julgar os corações dos homens, mas por pressuposição uma vez que isso virou ocasião para tal.

O tal padre mostrou uma ignorância costumeira sobre o assunto e apresentou os mesmos argumentos falhos de sempre. Ele não demonstrou, por exemplo, que João XXIII e Paulo VI foram realmente homens ortodoxos dignos de serem eleitos papas (ver o meu estudo sobre o papa herético AQUI). Afinal, vendo ambos falsos papas lideraram um processo de destruição inaudito na história da Igreja, podemos dizer que foram realmente papas? Não me parece nem um pouco razoável. Mas o que mais me chamou atenção não é isso, mas outra coisa, a hipocrisia do tal padre.

Françoá chamou o sedevacantismo de erro pestilento e na prática tratou os sedevacantistas como “peste”. Mas será que ele está certo? Vejamos o que pensa aquele que ele não reconhece apenas como papa, mas também como santo, Karol Wojtyla , mais conhecido como João Paulo II:

Acontece, por exemplo, que — segundo o espírito mesmo do Sermão da Montanha — os cristãos pertencentes a uma confissão já não consideram os outros cristãos como inimigos ou estranhos, mas vêem neles irmãos e irmãs. Por outro lado, mesmo a expressão irmãos separados, o uso tende hoje a substituí-la por vocábulos mais orientados a ressaltar a profundidade da comunhão — ligada ao carácter baptismal — que o Espírito alimenta, não obstante as rupturas históricas e canónicas. Fala-se dos «outros cristãos», dos «outros baptizados», dos «cristãos das outras Comunidades». O Directório para a aplicação dos princípios e das normas sobre o ecumenismo designa as Comunidades a que pertencem estes cristãos como «Igrejas e Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica» (Carta Encíclica Ut Unum Sint, n. 42, 25 de maio de 1995).

Veja o leitor que João Paulo II quer ir para além da expressão “irmãos separados” e isso foi sete anos após a excomunhão de Mons. Marcel Lefebvre e Mons. Antônio de Castro Mayer. No mesmo artigo, Wojtyla continua:

Tal ampliação do léxico traduz uma notável evolução das mentalidades. A consciência da comum pertença a Cristo ganha profundidade. Pude constatá-lo muitas vezes, pessoalmente, durante as celebrações ecuménicas, que são um dos acontecimentos importantes das minhas viagens apostólicas nas diversas partes do mundo, ou nos encontros e nas celebrações ecuménicas que tiveram lugar em Roma. A «fraternidade universal» dos cristãos tornou-se uma firme convicção ecuménica. Deixando para trás as excomunhões do passado, as Comunidades antes rivais hoje, em muitos casos, ajudam-se mutuamente; às vezes os edifícios para o culto são emprestados, oferecem-se bolsas de estudo para a formação dos ministros das Comunidades mais desprovidas de meios, intervém-se junto das autoridades civis em defesa de outros cristãos injustamente incriminados, demonstra-se a falta de fundamento das calúnias de que são vítimas certos grupos.

Vejam só! Será que o Pe. Françoá não percebeu isso? Seria melhor esquecermos as excomunhões do passado. Seria importante o Françoá deixar de lado as excomunhões de Mons. Lefebvre, Mons. De Castro Mayer, Mons. Thuc etc. Por que ele não dialoga primeiro e mesmo que os sedevacantistas continuem não reconhecendo Bergoglio como papa, deveria continuar sendo doce e amigável. Afinal, “[o] diálogo não se articula exclusivamente à volta da doutrina, mas envolve toda a pessoa: é também um diálogo de amor”. (Ut Unum Sint, n. 47). E depois:

O Concílio afirmou: «É mister que os católicos reconheçam com alegria e estimem os bens verdadeiramente cristãos, oriundos de um património comum, que se encontram nos irmãos de nós separados. É digno e salutar reconhecer as riquezas de Cristo e as obras de virtude na vida dos outros que dão testemunho de Cristo, às vezes até à efusão do sangue. Deus é, com efeito, sempre admirável e digno de admiração em suas obras» (Ibidem).

Aqui fica exposto o pestilento erro do Pe. Françoá e a sua hipocrisia. Françoá não enxerga (ou prefere omitir) os erros de Bergoglio, Wojtyla, Montini e Roncalli e os acoberta conscientemente ou não. Também fica exposta a hipocrisia do Françoá que não segue o seu “papa”. Afinal, nós, sedevacantistas não temos o batismo válido? Isso não seria um “sinal de comunhão”? Onde está o espírito ecumênico?

O Pe. Françoá (que não é padre válido, mas o chamo pela forma como é mais conhecido), como se vê, é apenas mais um que buscou ganhar um pouco mais de relevância falando sobre o que não sabe e não é coerente com o que prega. Que Deus tenha misericórdia dessa alma.

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